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Vale a pena investir em ouro? Veja como proteger sua carteira

Vale a pena investir em ouro Veja como proteger sua carteira
(Foto: Reprodução/Canva)

No ambiente regulado pela B3 e pela CVM, o ouro se destaca como uma alternativa sólida para a proteção do patrimônio. O metal é amplamente utilizado por investidores que buscam segurança em cenários de instabilidade econômica.

Além disso, o ouro atua como uma reserva de valor clássica e um hedge confiável contra crises econômicas e períodos de inflação elevada. Por esse motivo, costuma ser incluído em estratégias de diversificação de carteira.

Por que investir agora?

Em 2025, contratos futuros atingiram US$4.800/onça, com uma alta superior a 70%, impulsionados por tarifas comerciais, riscos fiscais nos EUA e a rotação de capitais para mercados emergentes, como o Brasil; em janeiro de 2026, a cotação superou os US$4.600.

Um dólar enfraquecido favorece o ouro, que é precificado em dólares; o Banco Central brasileiro aumentou suas reservas para 172 toneladas após adquirir 42,8 toneladas em 2025, representando cerca de 6-7% do total.

A queda nas taxas de juros nos EUA, as tensões geopolíticas e as compras de bancos centrais ao redor do mundo sustentam o rali, com previsões de US$5.000+/onça em 2026. Avalie o momento adequado antes de tomar decisões de investimento.

Ouro físico

Adquira barras lacradas em corretoras autorizadas pelo Banco Central a partir de 1g; evite lojas de rua, mas esteja atento aos custos de custódia e à baixa liquidez para uso diário.

O armazenamento pode gerar “yield negativo” — os custos de seguro e custódia podem superar os ganhos imediatos — além de proporcionar insegurança em casa. É indicado apenas para cenários extremos, ao contrário de ativos líquidos na B3.

Futuros na B3

Os contratos OZ1D (250g) e OZ2D (10g) têm margem inicial baixa (cerca de R$50 por contrato mínimo); a cotação em reais por grama oscila com o dólar e o preço spot global, mas a menor liquidez exige cautela.

Fundos e ETFs

O Trend Ouro FIM da XP inicia com R$100, taxa de 0,5% ao ano e gestão profissional; GOLD11/GLDX11 na B3 oferecem uma exposição simples sem a necessidade de lidar com o ouro físico.

Embora existam custos de armazenagem, a escala minimiza esses custos. São ideais para iniciantes que desejam diversificar com liquidez e sem a burocracia da segurança.

Ações de mineradoras

Aura Minerals (AURA33 BDR) projeta uma produção de 280k GEO em 2024 (em linha com as orientações para 2025/26), dividendos atrativos e alta superior a 300% em 12 meses; integra índices de juniors líquidos.

Um valuation atrativo em um cenário macroeconômico volátil adiciona potencial operacional. É uma opção interessante para perfis de investimento mais arrojados, além da proteção pura.

Riscos a considerar

A oferta global, a demanda volátil, a oscilação do dólar, as políticas monetárias, a sazonalidade e as condições climáticas na mineração afetam os preços. Verifique as classificações e evite a concentração excessiva na carteira.

Tributação no Brasil

Ativo financeiro: IR de 15% sobre ganhos superiores a R$20k/mês (isenção abaixo desse valor); day trade 20%. ETFs têm tributação fixa de 15% no resgate; fundos regressivos variam de 22,5% a 15%, dependendo do prazo.

Conclusão estratégica

O ouro preserva capital e diversifica entre renda fixa e variável. Alinhe suas escolhas ao seu perfil em XP ou em uma corretora, e busque educação financeira para decisões mais seguras.

Leia também: Indicadores financeiros do Brasil: Selic, CDI, IPCA e câmbio atualizados

Perguntas Frequentes

Por que o ouro é considerado uma boa opção de investimento?

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O ouro é uma alternativa sólida para proteção do patrimônio em cenários de instabilidade econômica. Ele atua como uma reserva de valor clássica e um hedge confiável contra crises e inflação, sendo frequentemente incluído em estratégias de diversificação de carteira.

Sobre o autor

Jimena Bautista

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